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Margem de Erro

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Premonição? segunda-feira, 30 de julho de 2007 |


Parecendo brincadeira de mau gosto, ontem à noite sonhei com esta cena.
RIP Ingmar Bergman.

Away From Her sexta-feira, 27 de julho de 2007 |


As mãos tentam agarrar os últimos momentos de lucidez enquanto Grant vê Fiona mergulhar definitivamente no Alzheimer

Ritmo e intensidade na presença dos actores são elementos-chave em Away From Her. Por um lado, o vagar com que Sarah Polley filma, dando tempo para que a história respire a uma cadência lenta sem no entanto anestesiar o espectador.
Por outro, a força e versatilidade de Julie Christie e Gordon Pinsent num trabalho superior de representação que vai escasseando nos dias de hoje.
O filme é bom e nem mesmo a insipidez de alguns dos diálogos tira a qualidade a esta produção canadiana.
Sem ser inolvidável – passo a malícia – Away From Her é uma agradável surpresa num Verão tão profícuo em blockbusters manhosos. E sem lamechices inúteis.

Viagra quinta-feira, 26 de julho de 2007 |

Pessoas entendidas no assunto têm-me dito que nunca se deve responder a um mail com spam. Uma simples resposta pode despoletar inúmeros mails da mesma origem, caindo assim num círculo vicioso.
Apesar de reconhecer que entendo pouco ou nada de informática, não concordo que não se deva responder. Simplesmente porque é uma demonstração de falta de etiqueta – sim, também a temos, mesmo num mundo virtual.
Daí que, sempre que recebo mails – inclusive spam – sinto necessidade em responder.
O último veio de um senhor chamado Hepzibah Jacques sugerindo-me comprimidos de Viagra. Eis a resposta:

Dear Hepzibah Jacques,
Thank you very much for your e-mail. I can imagine the wonders like Viagra can do to a potentially fertile person as me.
But unfortunately, for medical reasons – and statistical ones as well
(if I take one single Viagra pill, I might be hugely responsible for a
sudden increase of the local population) – I can't accept your utterly
generous offer.
Nevertheless, I hope this doesn't ruin this fructuous relationship.
Kind regards.

João

Saudade quarta-feira, 25 de julho de 2007 |



Sempre ouvi os portugueses falarem de saudade com orgulho desmedido: Saudade é um termo que só nós temos. Saudade é um marco da nossa identidade linguística. Nem os ingleses com longing, nem os espanhóis com añoranza conseguem dar conta da carga emocional daquilo que chamamos de saudade. Até os franceses têm necessidade de usar literalmente a palavra “saudade”.
E a definição? Segundo a Wikipédia, saudade é “uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possui-lo.” (...) “Pode-se sentir saudade de muita coisa: de alguém falecido, de alguém que amamos e está longe ou ausente, de um amigo querido, de alguém ou algo que não vemos há imenso tempo, de alguém que não conversamos há muito tempo, de sítios (lugares), de comida, de situações.”
Saudade é uma merda.

A Era do Metrosexual terça-feira, 24 de julho de 2007 |

Ela: Acabei com ele.
Amiga: Então?
Ela: Era demasiado macho.

Fanáticos |

Os fanáticos olharam para Dirty Harry como um filme fascista, para True Crime como uma manifestação contra a pena de morte e, para Million Dollar Baby como uma defesa descarada da eutanásia. Tal e qual como o tolo que olha para o dedo em vez de olhar para a Lua.
O cinema de Clint Eastwood é impróprio para fanáticos.

You Tube |

Noutro dia, sem saber muito bem porquê, deu-me para procurar no You Tube a famosa cena no bar, no filme Good Will Hunting, em que Matt Damon põe de rastos um "betinho" universitário. Desolado, não encontrei nada de jeito (entre uma versão chinesa e outra dobrada em alemão, venha o diabo e escolha...)
Até ontem. Está aqui a cena. "How do you like them apples?"

Heteronímia segunda-feira, 23 de julho de 2007 |

Desde que me mudei para Inglaterra, ainda ninguém acertou com o meu nome.
A minha senhoria chama-me John, os meus colegas de trabalho chamam-me Jau, as senhoras na universidade tratam-me por Jauauau e o meu mestre de Karaté chama-me Suz (uma tentativa atabalhoada de pronunciar Sousa).

Há dias assim... domingo, 22 de julho de 2007 |

Em Inglaterra, as condições climatéricas são tão arbitrárias que podemos ter chuva, sol, neve, calor e frio no mesmo dia. É tudo uma questão de sorte.
Ontem, por exemplo, ao contrário do dilúvio que se abateu sobre Londres e tantos outros locais no país, Dorset esteve com tempo divinal.

Die Hard 4.0 sábado, 21 de julho de 2007 |



Die Hard 4.0 - que, juntamente com Garganta Funda, constitui um dos títulos mais pornográficos da história do cinema - tem neste quarto capítulo um filme tão inconcebível, tão inverosímil, que acaba por ser uma pérola de entretenimento com poucos rivais.
A acção (que, garanto, não é pouca) passa-se nos dias de hoje, numa era informática, saturada de computadores, downloads, uploads, vírus, hackers, e um sociopata que pretende mostrar ao mundo o poder da tecnologia para derrubar o governo dos EUA.
Este é um mundo ao qual o nosso herói, John McClane (Bruce Willis), é totalmente avesso.
McClane tem como missão deter Matt Farrell, um jovem hacker que é suspeito de se ocupar de actividades informáticas criminosas. Não que McClane entenda o que isso significa. Aliás, no decorrer do filme, vamos conhecendo um pouco da natureza do polícia: gosta de ouvir Creedence Clearwater Revival, faz a apologia do jogging e do ginásio e suspeita-se que nunca tenha ouvido falar da Internet.
Ao encontrar-se com o decrépito Matt, McClane descobre que este corre perigo de vida, já que há hackers malignos (neste filme aprende-se, entre outras coisas, que existem hackers maus e outros menos maus) que o querem matar. McClane decide, então salvar Matt combatendo os outros hackers. Mas a história vai-se complicando, quando o polícia se apercebe que os ditos hackers pretendem mais do que matar Matt: eles estão ao serviço de grupo altamente organizado (nem se esperava outra coisa) que tem como objectivo neutralizar os sistemas informáticos da Defesa americana e subjugar o Governo. Com o país em perigo, só há uma pessoa que pode salvar a Humanidade. Está dado o mote para a missão de John McClane.
Bruce Willis, à semelhança de Schwarzenegger, Stallone e a Abelha Maia, é completamente indestrutível. Ao aceitarmos isto, é-nos fácil entender o que se vai passar a seguir: o apartamento do jovem hacker é destruído por balas e explosões, o carro de McClane envolve-se num gigantesco acidente de viação, Washington transforma-se em cenário pós-nuclear e números incertos de criaturas sucumbem ao caos. Mas McClane vai sobrevivendo a tudo.
No filme são poucos os momentos em que alguém não rebenta numa explosão. São também poucos os carros, aviões, pontes, viadutos e prédios que fogem incólumes à fúria destruidora de McClane.
No meio do cataclismo, McClane tem ainda tempo para atirar um carro contra um helicóptero (nota importante: o dito helicóptero está em pleno voo), fazendo-o explodir. Quando Matt lhe diz, atónito, que McClane acabou de matar o helicóptero com um carro, o polícia justifica-se com um delicioso “I was out of bullets”. Há ainda um momento em que após uma das incontáveis explosões, Matt pergunta a McClane se viu o que sucedeu. McClane responde friamente “Yes. I did it”.
Se isto não é entretenimento, então sempre nos podemos divertir com uma cena memorável em que McClane, guiando um camião, é perseguido por um caça. Sem mais hipóteses para escapar, eis que McClane tem uma ideia brilhante: salta para cima do avião e, com agilidade própria de um homem de 50 anos e que durante hora e meia foi vítima de tiros, explosões, socos e pontapés vários, consegue arranjar equilíbrio suficiente para fazer surf (palavra de honra) em cima do caça.
Contra sofisticadíssimos métodos de luta como Kung Fu, ou contra exímios praticantes de Parkour, John McClane responde com chapadas na cara, urros cavernícolas e técnicas rudimentares de combate. Sempre que alguém morre, McClane solta ora uma frase lacónica ou uma risada alvar.
O fim do filme já se adivinha: John McClane mata o vilão, escapa com algumas arranhadelas e salva a Humanidade.
O delírio grotesco de Die Hard 4.0 faz com que este filme seja uma das melhores comédias dos últimos anos.

Sunshine terça-feira, 17 de julho de 2007 |



Everybody loves the sunshine, já cantava o grande Roy Ayers. Bem, após ter visto este filme coloco sérias dúvidas.
A história – como o grosso das películas de ficção científica – é bastante básica: um grupo de astronautas decide lançar-se ao espaço para salvar o sol, que, aparentemente está a morrer.
Posto isto, e depois da primeira meia hora de efeitos especiais medianos (nada de errado com alguma contenção visual) e de um certo atrito entre os membros da tripulação (dos quais não se fica a saber muito), caminhamos incontornavelmente para o abismo; a nave e nós, espectadores.
Sem evolução na história, sem a mínima ideia de quem as personagens são (para além de sabermos que são inexperientes, desnecessariamente irascíveis e muito pouco inteligentes), tudo se vai tornando claro: Sunshine é um vazio de ideias, uma pelintrice que tanto barulho fez nos trailers e que afinal não é mais do que uma nulidade acabrunhante.
Passada esta fase, na qual os espectadores mais destemidos abandonam a sala de cinema, a coisa piora: por uma ou outra razão completamente irrelevante, membros do Icarus II (o nome profético da nave) começam a ser assassinados. E isto porque – ideia de génio – há um tripulante desconhecido a bordo, com laivos homicidas. Nada que não tenhamos visto antes (lembrar 2001, Alien ou mesmo o pequeno Event Horizon). Aqui, a falta de originalidade do enredo é revelada de forma descarada.
Como se isto não bastasse, a criatura enquanto se ocupa da carnificina, vai debitando discursos apocalípticos, legitimando assim as suas acções – é sempre positivo vermos um toquezinho de religiosidade num filme de ficção científica.
A ideia original de salvar o sol começa a ser posta em causa. Nesta altura, só penso: esqueçam o sol. Ao observar as personagens, seus comportamentos e motivações, surge uma questão bem mais importante: para quê salvar a humanidade?
Depois de um desfecho atabalhoado e desprovido de qualquer lógica, o filme chega ao fim. E eu também.
Danny Boyle, o realizador de Sunshine, tal como Ícaro, é demasiado ambicioso para voos destas alturas. Afinal, quem anda ao sol, queima-se.

Katakuri-ke no kôfuku domingo, 15 de julho de 2007 |



É fácil, e quase inevitável, pensar-se que o melhor nonsense de sempre nasceu e morreu com o Irmãos Marx – Monty Python é brincadeira de crianças.
Só que depois acaba por ser difícil compreender a existência de um filme como Katakuri-ke no kôfuku (The Happiness of the Katakuris).
Não vale a pena fazer uma crítica, escrever uma sinopse ou uma apreciação dos actores. Simplesmente digo que, desde os Marx, não me lembro de rir tanto com um filme como me ri com esta pérola. Um delírio que mescla descontroladamente surrealismo, musicalidade, absurdo, sátira e humor negro.
Enfim, o dia está ganho.

Ocean’s Thirteen sábado, 14 de julho de 2007 |



Sabemos que um filme vale o que vale quando, passado uma semana, não nos lembramos que o vimos no cinema.
Assim foi com Ocean’s 13. E o que é irónico é que não tinha de ser assim. Os actores são bons (Clooney e Pitt são a personificação do cool, dignos herdeiros de Steve McQueen) e a qualidade da música de David Holmes continua imaculada.
Como entender, então, que Steven Soderbergh tenha feito um trabalho tão fraquinho, tão medroso de sair da velha fórmula dos primeiros dois filmes? Na verdade, toda a película é um desperdício, de tão pouco que vemos os actores a representar. Matt Damon e Bernie Mac são uma sombra e não consta que alguém tenha visto Don Cheadle durante as duas horas de filme.
E Al Pacino, como vilão da história, é qualquer coisa de inconcebível; para além de praticamente não darmos por ele, quando damos apercebemo-nos horrorizados que a criatura não faz mal a uma mosca. É o triste adeus a Michael Corleone e Tony Montana.
Há tentativas, aqui e ali, de injectar algum humor – quando descobrimos, por exemplo, que Ocean é fã da Oprah e que fica emocionado com o drama humano que predomina no programa. Mas isso não chega para disfarçar a insuficiência de ideias e a insipidez do enredo.
Entende-se portanto que o diálogo minimalista (quase inexistente) entre os actores seja bem o reflexo do seu esforço ao participarem no filme. No fundo, não foi mais do que um exercício de rotina: chegar, balbuciar meia-dúzia de banalidades, levar o dinheiro e “I'll see you when I see you”. É tudo.

Test-error segunda-feira, 9 de julho de 2007 |

Começam os equívocos.